segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vazio

Vazio ...
oco...
sem som...
sem sangue...
é assim que te vejo...
é assim que te sinto...
é assim que seu coração pulsa...
e me causa repulsa...
foi meu desencanto...
meu desalinho...
fez minha mudança sofrida...
fez da minha esperança migalha...
me desnudou...
me abusou...
me corrompeu...
abri minhas asas...
voei pra ti...
me entreguei...
me iludi...
me sangrei...
tentarei partir...
desistirei de ti...
pra sempre...
não quero mais me confundir...
não quero mais te fazer alguém...
se no fundo não és ninguém...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

No calor do verão

No tormento dos dias
você me flagrou
com o pires nas mãos
implorando sua atenção,
você fingiu não ver
e eu ali por inteira
não passei despercebida,
mas você ignorou,
se irritou,
se escondeu,
agora estou no vácuo
dessa paixão solitária,
no aguardo do tempo dessecá-la,
estancando as lágrimas
que fizeram meu coração sangrar,
mas ainda estou em pé,
ferida por um punhal
que eu mesma criei pra mim
como obra de uma libertação,
eu precisava me ver novamente
e você foi meu espelho
que refletiu a minha outra face,
que pena que você não entendeu,
nem a sua mão me estendeu,
mas tudo bem,
estou aqui,
se um dia você se arrepender
da sua falta de visão,
esperemos que ainda seja verão!

Criador e Criatura

Tempestades se formam no meu céu
em outros tempos, talvez eu pudesse me abalar,
talvez eu me escondesse na minha casca,
sem perceber as evidências,
envolta de mistérios a vida caminha,
e me supero, me escoro na solidez da solidão,
que alimenta uma falsa abstração,
tudo é encoberto, tudo é nada,
nada é real , nada é verdadeiro,
tudo é esse personagem que me apresenta,
um ser aparentemente real,
que até eu me confundo em mim mesma,
por tão pouco me castro,
por tão pouco me desgasto,
mas essa brincadeira que me elouquece,
não me tortura, me enriquece
de imaginação,
vivo procurando...
vivo tentando...vivo esperando...
aquilo que criei.

Medo...

Abdicar de você
é dizer não ao amor
mais puro e verdadeiro
é admitir que perdi
sem nem mesmo ter provado
o sabor da fruta
é aceitar que o jogo acabou
sem ter começado
é entender que o tempo esgotou
que só o medo ficou
medo de voltar ao passado
medo de ter medo
medo da sua imagem fugir de mim
medo de não ter o que sonhar
medo de não ter um estimulo
medo de me perder
medo de não me encontrar
medo de não saber mais amar...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

É Agora! Ou Nunca!

É agora! Ou nunca!
Chegamos no momento
fechamos um firmamento
deixe-me beber o sangue que corre em você
quero embriagar-me com o seu prazer
derreta-se com o calor do meu corpo
afogue seu desejo no meu eu
vamos entrelaçar nossos corpos
tatuar nossas bocas
esmerilhar nosso sexo
não deixemos mais o tempo passar


É agora! Ou nunca!
Vou beijar sua nuca
gemer em seus ouvidos
tocar seu coração
penetrar em seus pensamentos
desça suas mãos sobre meu corpo
dedilhe meu íntimo
ouvirei você me enaltecer
ficaremos tão perto
que trocaremos de corpos
envolveremos nossas almas
com uma proteção milenar
na divina arte que é  amar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

É agora!

Por que devo ouvir seu silêncio?!
Se me tomaste arrebatadoramente?
Agora estou por inteira
não preciso do seu julgamento
nem do seu entendimento
a paixão não tem sinônimo
é involuntária, sem explicação
é imperdoável se perder no esconderijo
do zelo sucumbindo ao medo
foge do que te dá segurança
ao menos uma vez se mostre
unges seu corpo e sua alma
com o gozo da felicidade
submeta-se as loucuras do prazer
perca seus sentidos
assuma seu envolvimento comigo
um minuto pode ser uma vida inteira
arrisque-se enquanto existe tempo
ame enquanto existe amor
mostre-se enquanto exite um alguém
desfigure sua capa protetora
demonstre sua emoção
segurança segura, não lança
e o que não se lança
não sobe, não cresce, não acontece
catapulte seu coração
que estarei onde ele for
e o esperarei de braços abertos
transgrida regras e costumes
derreta-me com seu afeto
deixe seu sexo se misturar ao meu
e veremos qual planeta alcançar.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um Porto Chamado Paixão

Oh! Mãe Iemanjá!
Na solidão das ondas
navego sempre na mesma direção
o vai e vem é excitante
mas sem horizonte
é frio olhar pra frente
e não ter quem te espere
quem te envolva de carinho
quem aqueça seu coração
na palidez de um dia sombrio
ter alguém colorindo
com um sorriso a sua vida
no doce silêncio do mar
ouvindo o canto da sereia
sentindo a brisa te abraçar
o doce mel dos lábios
a pele morena e quente
longos cabelos negros
com minha mão a delizar
num toque de magia
pura sedução
sou um marinheiro
sonhando com um porto
chamado paixão!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Acredite em mim

Hoje te vi e festejei
olhei com olhos de criança
pedindo dentro do meu peito
um momento no seu leito
quero te cobrir de beijos
sussurrar nos seus ouvidos
acariciar seu corpo
esquentar seu coração
no encontro dos corpos
nenhuma palavra será dita
nossa paixão é bendita
marcaremos nossos sexos
trocaremos desejos
sem cansar
sem ver o tempo passar
sem fim...
acredite em mim...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Nas Nuvens

De longe olhei
mal pude acreditar naquela visão
saindo de uma nuvem de gente
caminhando na minha direção
não sabia se fugia
se ficava ali parada
ou se corria para seus braços
mas que reação tomar?
Achei melhor esperar
e mais uma vez tudo se apagou
tudo se calou ao redor
por um instante
que por mim podería ser uma vida
ficamos ali
eu sem saber o que dizer
o que fazer
quería mesmo te agarrar
pegar pelo braço e correr
te levar ao paraíso
te envolver de carinho
te encher de amor
mas nada...
ficamos ali esperando
qual ação o outro ser desejava?
Qual desejo realizar?
Que regras quebrar?
E naquele instante de calor
o doce feitiço de pele
olhos nos olhos
dois seres envolvidos
tentando disfarçar
tentando fugir
entregues ao medo...
mais uma vez os caminhos
seguiram opostos
apenas sonhando...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mergulho

Mergulho em você
de corpo e alma
sua água é profunda e fria
seu ser é inatingível
cobiço seu prazer
desejo sua plenitude
desenho seu sexo no espelho
onde me espelho
és doce como fel
amargas o amargo mistério
que me oprime
e estimula
minha doação
em troca do vazio
sua ausência me pune
mas no meu imaginário
te uso e te busco
como minha inspiração
como minha salvação
você é minha verve latente
que ferve meus neurônios
que pulsa minha artéria
e inebrias meus pensamentos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sigo em frente

Sigo em frente
sem saber pra onde vou
ou pra onde me levará
tudo isso na minha mente
que por enquanto não é nada
vivo renovando meu presente
esperando um futuro diferente
liberdade
libertinagem
um alguém do meu imaginário
que consome meus pensamentos
Foto: Plastino
mas que não me quer
mesmo assim
sigo em frente
feliz pela redescoberta
a inércia se foi
mais que nunca sigo em frente

eu
meu corpo                                                         
minha alma
minha mente                                                    
apenas o coração solto e saltitante                                                    
tentando se mostrar
tentando se provar
tentando ser aprovado
cada vez mais sigo em frente
me abrindo para o mundo
buscando ser gente
querendo gente.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sem Vacilar

Deixemos de lado esse conversê
Eu quero do seu sangue beber
Pra me embriagar do seu ser
No seu corpo me diveertir de prazer
Pra você nunca mais me esquecer

Venha pra festa, vamos cantar e dançar
Me deixa na sua boca salivar
Nas suas pernas me entranhar
Seu coração queimar
Venha, mas venha sem vacilar

De fato o que te espera é só felicidade
Não quero apenas sua amizade
Caminhemos sem tempo pela cidade
Ignoremos a privacidade
Quero nossos corrpos nús na tempestade

É tão fácil escrever, apenas imaginado
Sem nada acontecer, sigo sonhando
Só sei te enaltecer, e você me esnobando
Hei de me fazer entender, vivo me reconfortando
Te provarei ao amanhecer, sem ficar me ocultando

O que me resta desse encanto afinal?
Me fortalecer nesse vendaval?
Desviar do seu sinal?
Fugir do resultado final?
Ou serás essencialmente meu mal?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Jogo

Sob o signo do medo
me visto de coragem
despida de pudor e vaidade
aberta aos desejos do meu eu
enfrento dia após dia
pra lá de ano
um retumbante
que saqueou meu coração
um ser avulso, inerte
inerente à minha alma
estonteante na sua sedução
inacretitávelmente insípido
de inocência lúdica
de moviventos dúbios
e de dúvidas me alimentou
no desgate dessa brincadeira
vivo em meu sofrimento
quando vejo uma saída,
uma solução
o jogo recomeça
o prêmio em questão
busco sem constrangimento
envolto de certeza
que serás minha recompensação.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cancioneiro

Cancioneiro quero ler uma canção
onde eu consiga acalantar meu coração
suavizar um triste tormento
onde mora meu sofrimento


Cancioneiro preciso saber sobre a emoção
que um dia quase sufoquei de tanta paixão
acreditei sempre em qualquer momento
plantei um total envolvimento


Cancioneiro conte para quem quiser ouvir mnha questão
diga que tenho em mim guardado um vulcão
que espera sem medo nem constrangimento
um puro, fiel e verdadeiro envolvimento


Cancioneiro o que vale é a intenção
fale nas suas linhas que essa devoção
nada mais é que minha alma em confinamento
guardada por um amor que não sai do meu pensamento

sábado, 10 de setembro de 2011

Doce Mistério

Onde encontrar a chave do seu coração?
Me deixa entrar na sua vida
descobrir seus segredos
sem invadir seu espaço
sem destruir sua privacidade
faço tudo e por tudo
te quero e te espero,
meu doce mistério.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Em Algum Tempo

Não te esquecerei nem um dia,
navegarei por mares distantes,
voarei pelo mundo,
sumirei por algum tempo,
com a certeza que voltarei e
te reencotrarei.
Enquanto as estrelas não pipocarem
lá no céu,
enquanto não chover pingos de
felicidade,
enquanto você não souber o que é
amar de verdade,
insistirei sem vaidade.
O meu esforço em te mostrar que o
mundo gira aqui dentro do meu peito,
circulando pelas minhas veias o
calor sufocante da paixão,
é só para me colar ao seu coração.
Por enquanto sinta que um dia alguém
te amou tanto que foi capaz de te
perder um tempo, quem sabe até uma
vida inteira, deixando seu caminho
livre para novos encontros e
desencontros, esparando que um
dia, uma noite, uma eternidade,
você venha pedir minha mão,
para te salvar da solidão.
Estarei aqui esperando,
não importa se ficarás apenas
um minuto, mas ficarás e
desse tempo tentarei me aproveitar,
deixando profundas marcas que
você será incapaz de desfazer,
nem nunca mais me esquecer.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Doce ou Salgado

Venha de onde vier
de onde quiser,
mas venha um dia,
se desejar posso te buscar.
Esqueça o medo e a culpa,
o tempo corre,
o constante não é vibrante,
ser feliz é retumbante,
a espera não me cansa,
só o que me entristece
é não vencer as barreiras,
os preconceitos,
é fugir do imprevisível.
Tentar ver além é temer
a imaginação,
é não acreditar que um
sonho pode ser realidade,
e se não for... não importa,
vamos viver nossos
desejos, nossos anseios
e nos permitir os erros.
Se os riscos te assustam,
se sua felicidade é assim,
enfim...
não me entenda mal,
sou um ser inconstante,
em busca de uma constância
que não sei se quero encontrar,
sou impulsiva sim.
O mundo é amplo,
é quase inifnito para um ser humano,
as possibilidades estão ao redor,
a frequência vibra,
sigo caminhos diversos,
um dia é azul,
no outro amarelo,
posso provar do doce
ou do salgado,
só não quero mais me violar,
tentando te provar,
tentando te mostrar,
o que é se doar.





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Asas da Liberdade

Cada ser nasce com um par de asas.
Felizes os que conseguem voar por toda vida,
alcançando o céu sem limites,
percorrendo o mundo sem fronteiras,
nem barreiras de cor, sexo, religião,
rumo ao horizonte colorido.
No início alçam vôos altos,
depois as asas são podadas,
os seres são catálogados,
esterelizados e padronizados.
Aquelas asas que um dia
atingiram o inatingível,
estão agora esquecidas,
sem saber das suas existências,
os passos apressados,
marcham pelo tempo
em busca do que está prescrito.
Se é bom ou ruim?!
Ninguém sabe.
Sem questionamento
a vida segue aparentemente correta,
sem mistério e o que se mostra
diferente é excomungado,
incompreendido e excluído.
Seres morrem em vida
e aprisionados ao padrão
dificilmente encontrarão
ali pertinho, juntinho do seu eu,
as asas da liberdade,
chamadas simplismente imaginação.
Mas os que conseguem se desvencilhar
das amarras sociais,
das correntes da opressão,
voltarão a voar,
vislumbrando um futuro e
planando pelo mundo da paixão.


Persistência

Não tenho pressa,
não quero te prender,
nem te farei minha presa,
sonho em te perverter,
em tudo que pretender,
estarei sempre presente,
faço uma promessa,
essa é uma prévia,
só tenho uma paixão,
e é sua a preferência,
te espero sem presteza,
com toda precaução,
já fiz uma precação,
talvez sem muita persuasão,
continuarei perseverante,
sem medo de uma ato pérfido,
apenas confiante na sua perfeição.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Vai...

Vai...
segue sua reta,
não olhe para os lados,
nem para trás,
pois sei que não conseguirás,
seu umbigo é sua meta.
Dispensa as formalidades,
não diga adeus,
nem até logo.
Alimenta de ironia e
descaso esse rei que
fomenta dentro de você.
Tudo  parecerá inócuo,
mas eis que alguém
sentirá o fio da sua navalha,
o corte frio na carne.
Por mais que demore,
por mais que sangre,
a cicatriz se formará
e essa, seu nome levará!


Sorrateiramente

Me dá licença para eu invadir sua casa?
Nada tema, entrarei sorrarteiramente.
Não precisa se preocupar,
sentarei quieta num canto qualquer,
até que você chegue,
ou que me perceba.
Não precisa fazer nada,
limpo se preciso for,
sento você,
tiro seus sapatos,
trago o que beber,
te dou o que comer,
te levo pro quarto
te encho de afagos.
Talvez não tenha o que dizer,
ao menos espera o dia
amanhecer,
quando a luz acender
nos lençóis amassados,
dois corpos entrelaçados,
num silêncio de prazer,
você terá a certeza
que tudo demorou
para acontecer.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nova direção

Tudo permanecerá assim,
não quero mais seguir nessa estrada
do inconstante,
não posso insistir num jogo
sem vencedor,
de um lado a dualidade,
do outro o que há de mais
arrebatador,
não quero o desgaste
quero no mínimo uma boa
lembrança,
viverei feliz com a sensação
do se...
e se assim for...
direi que ao menos tentei,
a felicidade busquei,
não temi nunca o desfecho
desse caminho,
subi e desci,
abri e fechei,
dei todas as chances
para uma via de mão dupla,
respeitei cada sinalização,
que muito me confundia,
nunca ignorei cada pedaço
desse chão,
mas aqui deixarei
gravado como as marcas
do meu coração,
por tudo que transitei,
um tatuado abraço,
de um ser que seguirá
em outra direção!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Simples Carinho

No barulho que rodeava aquelas pessoas
ela se aproximou e estendeu sua mão
suada e fria de tanto nervoso
por aquele reencontro.
Alguns segundos pareceram eternos,
um silêncio repentino se fez
nos seus ouvidos,
só o pulsante barulho dos dois corações
e as suas mãos ainda ali ligadas.
Nada se pronunciava, nem precisava,
seus olhos falavam o que os lábios
não conseguiam dizer.
E as mãos ali unidas,
um simples gesto de carinho
irradiando eletrcidade por todo corpo.
Quem seria capaz de desfazer o laço primeiro?!
Quem seria capaz de acabar com aquele prazer?!
Alguém desfez...
e no findar do abraço das mãos...
após o gozo de felicidade daquele toque...
o mundo voltou ao normal...
as pessoas reapareceram...
e os dois seres seguiram...
cada qual pro seu mundo...
cada qual pra sua rotina...
cada qual carregando
dentro de si a leveza e
a pureza em saber que
o outro existe e
a qualquer momento podem
se ver, se esbarrar, quiçá se tocar?!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Rendição

Rasga o meu peito
e arranca o que resta dentro dele.
As sobras são feridas
de um longo tempo
de espera e respeito.
Já não sei mais o que falar
o que mostrar
para provar o sabor do meu afeto
e a pureza dos meus sentidos
pro seu mundo de concreto.
Ainda que vigore
que perdure essa paixão
tenho aprendido com o sofrer
tantas voltas, tanto querer
uma profunda violação.
As marcas feitas pelas suas garras
sem motivos aparentes
só o tempo para desatar as amarras
entendimentos distintos e
entendimentos pendentes.
De longe assistirás a rendição
na hora certa saberás
talvez sinta uma leveza no coração
no que depender de mim...
se arrependerás!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Esvaziamento da alma

Um turbilhão me arrebatou,
a minha imagem e semelhança
me torturou.
Dormia e acordava com um soprar
nos ouvidos,
com os lábios doces de sonhar.
Era contigo e comigo
que me deixava levar.
Doce deleite onde
dois corpos se envolvem
e se escondem.
Meu coração espera
por outrem
que se dissipa entre medos
e segredos.
Sincronia e afinidade,
não alimentam nossa simbiose.
Nada mais me acalma,
talvez uma ouverdose
para sentenciar
o esvaziamento da alma!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Espelho

Transgredindo razões impostas
desarmada sigo nua
de alma pura
Confiando nas pessoas
dou de costas
e me vejo num só foco,
num espelho
Vejo dois seres iguais
que se lançam num jogo
de desejo,
de medo,
de magia,
de sedução,
onde suas almas se reconhecem,
seus corpos se completam,
seus olhos se contemplam
As imagens refletidas
se atraem,
e como uma magia
tudo se desfaz,
eles se repelem.
E o tempo segue sem olhar
pra trás
E o outro, o seu semelhante,
nunca mais...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Luta desigual

Entrei nesse conflito desarmada,
acreditando na força do amor.
Mas pra que colocar meu corpo,
minha alma, meu coração,
nessa luta?
É desumano, o adversário é invisível,
é gélido.
Que posso eu fazer?
Deixar me torturar?
Me autoflagelar?
Quem sabe os dois?
Será que tem que ser tão sofrido?
Ou é apenas um alimento pro
meu louco mundo desconhecido?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Corda no pescoço

Como vou dormir não sei
mas tentarei
no escuro do quarto
abraçado ao meu travesseiro
esquecer essa angústia
esse palco do avesso
que se formou na minha órbita
no meu incompreendido mundo
cheio de mistério
por pura obrigação
vivemos condicionados ao esquema,
subordinados ao sistema,
nem mesmo o mais livre
dos mortais,
nem mesmo o menos preconceituoso
dos mortais,
não consegue não se entregrar,
não consegue não se envolver,
na corda amarrada aos pescoços,
e eu aqui pregando o que?
Se me escondo no meu escrever?

Por que entender?

Mais uma vez ela chorou copiosamente
estrangulando seu coração
que nem com o passar do tempo
fez parar seu soluçar.
Nem cortar os pulsos resolvería,
por mais que o corpo morresse,
a alma carregaría consigo a falta de alegria,
a falta de estima de alguém
que não soube entender
a força da sua paixão
o porque do seu querer!

Até...

Ignorar ou ser ignorante?
Nada é satisfatório
Tudo é dissonante
Que seja provisório
Vindo de onde vem
Sem certeza
Quem és?! Ninguém
Sem firmeza
Tudo pode acontecer
Como as ondas do mar
O que se pode conceder
Só esperar
O laço se fazer
E na dança da maré
Na luz do sol e da lua
Onde você quiser
Estarei lá, só tua
Então...até!

Armadilha

E ela entrou pela porta lateral
só para surpreender
causar mais impacto
chamar atenção!
Mas, pra quem se mostrar?!
No deserto dos seus sonhos
Na aridez da sua vida
transferiu para alguém
Se existe? Quem sabe?
Só no seu  coração...
Não encontrando
quem quisesse o que desejava entregar
decidiu flutuar
na mais vaga intenção de modificar
o lado capacho da sua emoção.
Mas, era sua imaginação que determinava
que criava uma tal imagem,
um tal sentimento de devoção.
Então primeiro ela olhou,
fitou de longe o significado da confusão,
depois insistindo nessa crença
alimentou essa prisão,
por fim sem saber se lançou no precipício
sozinha, sem uma mão,
em busca da armadilha da paixão!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ciclo

O que a veia conduz
até meu coração
não permite que o cérebro perceba
são fogos de artifício pipocando
dentro do meu corpo
entorpecido.
As fagulhas se lançam pelos poros
a carne fica trêmula
os movimentos incontroláveis
a boca não fala
o corpo se aquece de um frio despecebido.
Todo esse ciclo
se faz constante e cortante
a dor corrói dentro do peito
mas é uma dor boa
envolta de mistério
onde o limite não tem critério.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sinal

Diariamente ela abria a janela do computador
em busca de um sinal,
de uma possível comunicação,
mas nada de novo acontecia.
Então ela imaginava uma desculpa,
criava uma situação,
para justificar sua ausência,
seu sumiço repentino.
Essa falta doía e maltaratava seu coração,
mas ainda assim a esperança não morria,
isso mantinha sua estrutura em pé,
sua vida caminhava por entre desilusões,
vestígios de uma paixão inventada
ficavam pelo caminho,
faltava carinho.
O segredo necessário,
encobria as diferenças.
E os passos ainda que trôpegos,
seguiam em busca de um destino,
obscuro e incerto,
mas era sua determinação,
não sabia o que esperava por ela,
os altos e baixos existiam,
entretanto nada importava,
senão o pulsante calor,
o clamado Amor.