sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

No calor do verão

No tormento dos dias
você me flagrou
com o pires nas mãos
implorando sua atenção,
você fingiu não ver
e eu ali por inteira
não passei despercebida,
mas você ignorou,
se irritou,
se escondeu,
agora estou no vácuo
dessa paixão solitária,
no aguardo do tempo dessecá-la,
estancando as lágrimas
que fizeram meu coração sangrar,
mas ainda estou em pé,
ferida por um punhal
que eu mesma criei pra mim
como obra de uma libertação,
eu precisava me ver novamente
e você foi meu espelho
que refletiu a minha outra face,
que pena que você não entendeu,
nem a sua mão me estendeu,
mas tudo bem,
estou aqui,
se um dia você se arrepender
da sua falta de visão,
esperemos que ainda seja verão!

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