Transgredindo razões impostas
desarmada sigo nua
de alma pura
Confiando nas pessoas
dou de costas
e me vejo num só foco,
num espelho
Vejo dois seres iguais
que se lançam num jogo
de desejo,
de medo,
de magia,
de sedução,
onde suas almas se reconhecem,
seus corpos se completam,
seus olhos se contemplam
As imagens refletidas
se atraem,
e como uma magia
tudo se desfaz,
eles se repelem.
E o tempo segue sem olhar
pra trás
E o outro, o seu semelhante,
nunca mais...
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Luta desigual
Entrei nesse conflito desarmada,
acreditando na força do amor.
Mas pra que colocar meu corpo,
minha alma, meu coração,
nessa luta?
É desumano, o adversário é invisível,
é gélido.
Que posso eu fazer?
Deixar me torturar?
Me autoflagelar?
Quem sabe os dois?
Será que tem que ser tão sofrido?
Ou é apenas um alimento pro
meu louco mundo desconhecido?
acreditando na força do amor.
Mas pra que colocar meu corpo,
minha alma, meu coração,
nessa luta?
É desumano, o adversário é invisível,
é gélido.
Que posso eu fazer?
Deixar me torturar?
Me autoflagelar?
Quem sabe os dois?
Será que tem que ser tão sofrido?
Ou é apenas um alimento pro
meu louco mundo desconhecido?
terça-feira, 19 de julho de 2011
Corda no pescoço
Como vou dormir não sei
mas tentarei
no escuro do quarto
abraçado ao meu travesseiro
esquecer essa angústia
esse palco do avesso
que se formou na minha órbita
no meu incompreendido mundo
cheio de mistério
por pura obrigação
vivemos condicionados ao esquema,
subordinados ao sistema,
nem mesmo o mais livre
dos mortais,
nem mesmo o menos preconceituoso
dos mortais,
não consegue não se entregrar,
não consegue não se envolver,
na corda amarrada aos pescoços,
e eu aqui pregando o que?
Se me escondo no meu escrever?
mas tentarei
no escuro do quarto
abraçado ao meu travesseiro
esquecer essa angústia
esse palco do avesso
que se formou na minha órbita
no meu incompreendido mundo
cheio de mistério
por pura obrigação
vivemos condicionados ao esquema,
subordinados ao sistema,
nem mesmo o mais livre
dos mortais,
nem mesmo o menos preconceituoso
dos mortais,
não consegue não se entregrar,
não consegue não se envolver,
na corda amarrada aos pescoços,
e eu aqui pregando o que?
Se me escondo no meu escrever?
Por que entender?
Mais uma vez ela chorou copiosamente
estrangulando seu coração
que nem com o passar do tempo
fez parar seu soluçar.
Nem cortar os pulsos resolvería,
por mais que o corpo morresse,
a alma carregaría consigo a falta de alegria,
a falta de estima de alguém
que não soube entender
a força da sua paixão
o porque do seu querer!
estrangulando seu coração
que nem com o passar do tempo
fez parar seu soluçar.
Nem cortar os pulsos resolvería,
por mais que o corpo morresse,
a alma carregaría consigo a falta de alegria,
a falta de estima de alguém
que não soube entender
a força da sua paixão
o porque do seu querer!
Até...
Ignorar ou ser ignorante?
Nada é satisfatório
Tudo é dissonante
Que seja provisório
Vindo de onde vem
Sem certeza
Quem és?! Ninguém
Sem firmeza
Tudo pode acontecer
Como as ondas do mar
O que se pode conceder
Só esperar
O laço se fazer
E na dança da maré
Na luz do sol e da lua
Onde você quiser
Estarei lá, só tua
Então...até!
Nada é satisfatório
Tudo é dissonante
Que seja provisório
Vindo de onde vem
Sem certeza
Quem és?! Ninguém
Sem firmeza
Tudo pode acontecer
Como as ondas do mar
O que se pode conceder
Só esperar
O laço se fazer
E na dança da maré
Na luz do sol e da lua
Onde você quiser
Estarei lá, só tua
Então...até!
Armadilha
E ela entrou pela porta lateral
só para surpreender
causar mais impacto
chamar atenção!
Mas, pra quem se mostrar?!
No deserto dos seus sonhos
Na aridez da sua vida
transferiu para alguém
Se existe? Quem sabe?
Só no seu coração...
Não encontrando
quem quisesse o que desejava entregar
decidiu flutuar
na mais vaga intenção de modificar
o lado capacho da sua emoção.
Mas, era sua imaginação que determinava
que criava uma tal imagem,
um tal sentimento de devoção.
Então primeiro ela olhou,
fitou de longe o significado da confusão,
depois insistindo nessa crença
alimentou essa prisão,
por fim sem saber se lançou no precipício
sozinha, sem uma mão,
em busca da armadilha da paixão!
só para surpreender
causar mais impacto
chamar atenção!
Mas, pra quem se mostrar?!
No deserto dos seus sonhos
Na aridez da sua vida
transferiu para alguém
Se existe? Quem sabe?
Só no seu coração...
Não encontrando
quem quisesse o que desejava entregar
decidiu flutuar
na mais vaga intenção de modificar
o lado capacho da sua emoção.
Mas, era sua imaginação que determinava
que criava uma tal imagem,
um tal sentimento de devoção.
Então primeiro ela olhou,
fitou de longe o significado da confusão,
depois insistindo nessa crença
alimentou essa prisão,
por fim sem saber se lançou no precipício
sozinha, sem uma mão,
em busca da armadilha da paixão!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Ciclo
O que a veia conduz
até meu coração
não permite que o cérebro perceba
são fogos de artifício pipocando
dentro do meu corpo
entorpecido.
As fagulhas se lançam pelos poros
a carne fica trêmula
os movimentos incontroláveis
a boca não fala
o corpo se aquece de um frio despecebido.
Todo esse ciclo
se faz constante e cortante
a dor corrói dentro do peito
mas é uma dor boa
envolta de mistério
onde o limite não tem critério.
até meu coração
não permite que o cérebro perceba
são fogos de artifício pipocando
dentro do meu corpo
entorpecido.
As fagulhas se lançam pelos poros
a carne fica trêmula
os movimentos incontroláveis
a boca não fala
o corpo se aquece de um frio despecebido.
Todo esse ciclo
se faz constante e cortante
a dor corrói dentro do peito
mas é uma dor boa
envolta de mistério
onde o limite não tem critério.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sinal
Diariamente ela abria a janela do computador
em busca de um sinal,
de uma possível comunicação,
mas nada de novo acontecia.
Então ela imaginava uma desculpa,
criava uma situação,
para justificar sua ausência,
seu sumiço repentino.
Essa falta doía e maltaratava seu coração,
mas ainda assim a esperança não morria,
isso mantinha sua estrutura em pé,
sua vida caminhava por entre desilusões,
vestígios de uma paixão inventada
ficavam pelo caminho,
faltava carinho.
O segredo necessário,
encobria as diferenças.
E os passos ainda que trôpegos,
seguiam em busca de um destino,
obscuro e incerto,
mas era sua determinação,
não sabia o que esperava por ela,
os altos e baixos existiam,
entretanto nada importava,
senão o pulsante calor,
o clamado Amor.
em busca de um sinal,
de uma possível comunicação,
mas nada de novo acontecia.
Então ela imaginava uma desculpa,
criava uma situação,
para justificar sua ausência,
seu sumiço repentino.
Essa falta doía e maltaratava seu coração,
mas ainda assim a esperança não morria,
isso mantinha sua estrutura em pé,
sua vida caminhava por entre desilusões,
vestígios de uma paixão inventada
ficavam pelo caminho,
faltava carinho.
O segredo necessário,
encobria as diferenças.
E os passos ainda que trôpegos,
seguiam em busca de um destino,
obscuro e incerto,
mas era sua determinação,
não sabia o que esperava por ela,
os altos e baixos existiam,
entretanto nada importava,
senão o pulsante calor,
o clamado Amor.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Só uma sombra
Vivo atrás da sua sombra
tento de todas as formas agarrá-la,
mas ela se desfaz.
Não percebo,
ou não quero perceber,
que é apenas uma sombra...
que não tem sentimento,
que não existe envolvimento.
Me apeguei como salvação,
para escapar da estagnação.
No meio da multidão,
foi pelo seu desenho,
pela sua silhueta,
que me apaixonei e
me entreguei.
Mas que nada,
não importa só eu sentir,
só eu acreditar,
se essa falta de luz marcada no chão,
não é um ser,
não tem coração!
tento de todas as formas agarrá-la,
mas ela se desfaz.
Não percebo,
ou não quero perceber,
que é apenas uma sombra...
que não tem sentimento,
que não existe envolvimento.
Me apeguei como salvação,
para escapar da estagnação.
No meio da multidão,
foi pelo seu desenho,
pela sua silhueta,
que me apaixonei e
me entreguei.
Mas que nada,
não importa só eu sentir,
só eu acreditar,
se essa falta de luz marcada no chão,
não é um ser,
não tem coração!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O Sol que nos protege
Sol que nos protege, que nos enlouquece, que nos entorpece, que aquece nossas almas, que queima nossos corpos, que incendeia nossos corações, que alimenta nossas paixões!
Imagem captada do meu celular, na ponte Rio-Niterói...eu dirigindo!
Imagem captada do meu celular, na ponte Rio-Niterói...eu dirigindo!
domingo, 10 de julho de 2011
Me reescrevendo
Noto em mim uma descoberta,
ou quem sabe uma redescoberta?
Sem fronteiras, nem barreiras,
caminho numa só direção...
A felicidade é meu limite,
o sonho meu futuro,
minha vida eu reescrevo,
em busca de uma paixão...
Acordei e me resgatei,
querendo tudo as mesmo tempo,
adormecida permanecia,
sem nenhuma ousadia,
agora eu sei que tudo tem solução...
Aproveito aqui para me redimir
do descaso que me fiz viver,
o mundo é um presente,
e eu fechei os olhos, fui inconsequente,
joguei pra longe minha vocação...
Agora eu não me basto,
as pessoas, os lugares, o céu, a terra,
os animais, as plantas, a vida,
a minha filha acima de tudo,
amo tudo e todos,
essa é minha devoção!
ou quem sabe uma redescoberta?
Sem fronteiras, nem barreiras,
caminho numa só direção...
A felicidade é meu limite,
o sonho meu futuro,
minha vida eu reescrevo,
em busca de uma paixão...
Acordei e me resgatei,
querendo tudo as mesmo tempo,
adormecida permanecia,
sem nenhuma ousadia,
agora eu sei que tudo tem solução...
Aproveito aqui para me redimir
do descaso que me fiz viver,
o mundo é um presente,
e eu fechei os olhos, fui inconsequente,
joguei pra longe minha vocação...
Agora eu não me basto,
as pessoas, os lugares, o céu, a terra,
os animais, as plantas, a vida,
a minha filha acima de tudo,
amo tudo e todos,
essa é minha devoção!
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Restauração
Vasculho cada canto do meu armário,
no escuro mexo e remexo,
buscando encontrar algo novo,
mas só encontro o que é velho.
Assim me dispo de qualquer pudor,
sem medo do que posso encontrar,
reinvento uma nova forma,
ou uma nova fórmula de me soltar.
Reciclando meus hábitos e atitudes,
sem me esconder exponho o meu eu,
ponho para fora minhas virtudes,
sem me preocupar com as manchas,
desgastes e desordens que possam aparecer
Confio que nada impedirá meu caminho,
sigo meu rumo novo em passos largos e
com a cabeça erguida visto-me de esperança
e o que estava perdido no fundo,
com cheiro de ultrapassado, revigora-se
e a felicidade brota de um aparente vazio,
a indumentária que antes não tinha cor,
hoje o tom é o Amor!
no escuro mexo e remexo,
buscando encontrar algo novo,
mas só encontro o que é velho.
Assim me dispo de qualquer pudor,
sem medo do que posso encontrar,
reinvento uma nova forma,
ou uma nova fórmula de me soltar.
Reciclando meus hábitos e atitudes,
sem me esconder exponho o meu eu,
ponho para fora minhas virtudes,
sem me preocupar com as manchas,
desgastes e desordens que possam aparecer
Confio que nada impedirá meu caminho,
sigo meu rumo novo em passos largos e
com a cabeça erguida visto-me de esperança
e o que estava perdido no fundo,
com cheiro de ultrapassado, revigora-se
e a felicidade brota de um aparente vazio,
a indumentária que antes não tinha cor,
hoje o tom é o Amor!
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