Transgredindo razões impostas
desarmada sigo nua
de alma pura
Confiando nas pessoas
dou de costas
e me vejo num só foco,
num espelho
Vejo dois seres iguais
que se lançam num jogo
de desejo,
de medo,
de magia,
de sedução,
onde suas almas se reconhecem,
seus corpos se completam,
seus olhos se contemplam
As imagens refletidas
se atraem,
e como uma magia
tudo se desfaz,
eles se repelem.
E o tempo segue sem olhar
pra trás
E o outro, o seu semelhante,
nunca mais...
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