Rasga o meu peito
e arranca o que resta dentro dele.
As sobras são feridas
de um longo tempo
de espera e respeito.
Já não sei mais o que falar
o que mostrar
para provar o sabor do meu afeto
e a pureza dos meus sentidos
pro seu mundo de concreto.
Ainda que vigore
que perdure essa paixão
tenho aprendido com o sofrer
tantas voltas, tanto querer
uma profunda violação.
As marcas feitas pelas suas garras
sem motivos aparentes
só o tempo para desatar as amarras
entendimentos distintos e
entendimentos pendentes.
De longe assistirás a rendição
na hora certa saberás
talvez sinta uma leveza no coração
no que depender de mim...
se arrependerás!
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