Cada ser nasce com um par de asas.
Felizes os que conseguem voar por toda vida,
alcançando o céu sem limites,
percorrendo o mundo sem fronteiras,
nem barreiras de cor, sexo, religião,
rumo ao horizonte colorido.
No início alçam vôos altos,
depois as asas são podadas,
os seres são catálogados,
esterelizados e padronizados.
Aquelas asas que um dia
atingiram o inatingível,
estão agora esquecidas,
sem saber das suas existências,
os passos apressados,
marcham pelo tempo
em busca do que está prescrito.
Se é bom ou ruim?!
Ninguém sabe.
Sem questionamento
a vida segue aparentemente correta,
sem mistério e o que se mostra
diferente é excomungado,
incompreendido e excluído.
Seres morrem em vida
e aprisionados ao padrão
dificilmente encontrarão
ali pertinho, juntinho do seu eu,
as asas da liberdade,
chamadas simplismente imaginação.
Mas os que conseguem se desvencilhar
das amarras sociais,
das correntes da opressão,
voltarão a voar,
vislumbrando um futuro e
planando pelo mundo da paixão.
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